0

O capeta em forma dos guri

Filmes de terror não são meu forte, basicamente porque sou muito cagona. Mas de uns tempos para cá o gênero vem ganhando minha atenção, mais pelo entretenimento em si do que pelas histórias inovadoras (que, convenhamos, são raras).a-bruxa-cartaz

Aí me apareceu A Bruxa (The Witch) dirigido por  Robert Eggers. Mesmo sem ver nenhum trailer, ou ler nenhuma sinopse, o marketing por trás de críticas positivas me fez ter muita vontade de ver o filme. Deram um foco todo especial quando Stephen King disse se tratar de um dos filmes mais assustadores que já tinha visto. Aí você fala: Eita!

No longa, uma família cristã de 1630 é expulsa da comunidade por divergências religiosas. Aí giphyeles vão pro meio do mato viver isolados e coisas demoníacas começam a acontecer. Só o fato de ser aquele povo estilo Amish já me dá medo, mas enfim.

Pois bem, fui no cinema ver (filme de terror no cinema para mim é bem tenso porque não posso ver de luz acesa RISOS). Me muni da ideia de se tratar de um filme cult de terror, coisa que li em algum lugar da internet.

Bom, depois do filme as pessoas me perguntavam: E aí? Gostou? É bom?

Minha reposta será, basicamente, minha resenha: Para quem entendeu, deve ter sido bomtumblr_o32y3c3ggP1v6xtjuo1_500.

ISSO MESMO, admito que não entendi nada do filme. Claro que saquei que tem bruxaria, satanismo, extremismo religioso. Mas assim… ???

Realmente, ele é um filme mais classudo, já que não usa de sustos e mais sustos para agradar o povo. Na verdade o que dá mais medo é a trilha sonora bem macabra e umas pausas dramáticas no meio do filme que faz você achar que vai levar susto.

Fora os diálogos muito longos, baseados em documentos reais da época, falando sobre religião, em sua maioria, algumas cenas eu fui obrigada a rir, porque realmente eram engraças. Como os closes na cara da cabra da família. Aquela baita música de terror e o close no bicho:

the-witch-goat_0

Minha amiga foi assistir depois de mim e me deu uma explicação plausível para minhas dúvidas (não posso falar porque se não é spoiler). Mas, independente de entender a história, minha mãe já fez terror psicológico melhor do que A Bruxa.

 

 

PNG Bruni. 

0

Bodas de alguma coisa

45 anos concorreu apenas a uma categoria no Oscar 2016, mas tem boas avaliações pelos críticos da vida a fora…download

No longa (de apenas uma hora e meia) Kate Mercer (Charlotte Rampling) está prestes a comemorar 45+Years+3seu aniversário de 45 anos de casada com Geoff (Tom Courtenay) . Durante os preparativos, Geoff recebe uma carta avisando que o corpo de uma antiga paixão (que havia morrido) foi encontrado. Isso recobra todos os antigos sentimentos e abala as estruturas do casal.

Esse é um daqueles filmes onde a direção desenhou cada cena para que passasse algum ponto do enredo, ou melhor dizendo, aqueles filmes cult  que, em algum momento, algum cara de óculos, barba, com as pernas cruzadas vai aparecer explicando a profundidade psicológica daquele vaso estar virado para direita e não esquerda. Isso não caracteriza um filme como bom ou ruim. Mas 45 anos é um filme bom, até…45years

O filme se passa no período de uma semana. De segunda-feira até o sábado da festa. Em um senário bucólico e isolado (como a vida da Kate, aparentemente). Em várias cenas, a personagem principal aparece
dialogando com o marido, mas a cena restringe o enquadramento apenas para Kate, de forma que ela parece estar falando sozinha. Com certeza algo que o cara de óculos, barba e perna cruzada ressaltaria, mostrando a distância física do casal como uma alusão á distância emocional pelo qual está passando o casamento dos dois.

Eu não entendi muito bem o que o final quis passar. Só sei que durante o filme você se vê horas torcendo para Kate, dando-lhe total razão, hora torcendo para Geoff, apoiando suas decisões e atitudes.45+Years+2

Apesar do roteiro singelo e sem maiores alardes, ele tem um tom um pouco de suspense, sendo que a história entre Geoff e seu antigo amor são revelados aos poucos. Nada que o transforme no melhor filme dos últimos tempos. Mas é um bom filme sobre ressentimento.

 

 

Indicações de 45 Years:

PNG Melhor Atriz: Charlotte Rampling

 

 

PNG Bruni. 

0

Adriaaaaann!!

creed-finalposter Rocky Balboa é um ícone e uma figura já conhecida por qualquer um que tenha o menor contato com qualquer meio de comunicação que seja. Assim, por mais que eu nunca tenha visto Rocky1, nem o 2, nem o 3, nem o 4, nem o 5 E NEM O 6 (tipo velozes e furioso issoae), dá tranquilamente e favoravelmente para entrar no clima do filme Creed.

No longa, Adonis Johnson (Michael B. Jordan) é filho do famoso lutador  Apollo Creed, que faleceu antes que seu filho nascesse. Aparentemente, o talento e paixão pela luta são genéticos e Adonis cresceu sabendo o que gostaria de fazer da sua vida: ser um lutador. giphyQuando decide tornar a luta seu único objetivo de vida, procura o mito (e amigo de seu pai) Rocky Balboa, pedindo para que fosse seu treinador.

O enredo gira mais em torno de uma relação pai e filho entre os personagens principais (mesmo eles não sendo parentes), entre Adonis e o pai falecido, tumblr_o1ruxl0ONQ1v6bv7oo1_500com a dificuldade em carregar o sobrenome de um cara já famoso no ramo e também um pouco sobre o peso da idade, onde o famoso e glorioso Rocky aparece já sem aquela antiga agilidade da juventude.

Novamente, se eu tivesse visto os 350 filmes do Rocky, poderia falar com mais propriedade, mas o meu breve conhecimento do personagem me permite afirmar que Sylvester Stallone está ótimo no papel. Tanto reconstituindo essa figura que lhe consagrou, como o fazendo, como eu disse, sentindo o peso da idade.giphy (1)O painel de indicados a melhor ator coadjuvante está brilhando muito esse ao. Confesso que fiquei no preconceito quando Stallone ganhou o Globo de Ouro – visto seus coleguinhas concorrendo na mesma categoria-, mas foi ele quem me fez gostar desse filme com um enredo que, normalmente, não me chamaria a atenção.

Então… obrigada Rocky.

 

Indicações de Creed:

PNG Melhor Ator Coadjuvante: Sylvester Stallone

 

 

PNG Bruni. 

0

Fazendo a rapa nas estatuetas

 

Meus queridos, o melhor nos foi reservado para o final. Após uma série bem fraca de filmes, se comparado ao premio do ano downloadpassado, entre filmes que se destacavam na mídia seja lá qual fosse o motivo, Room (ou O Quarto do Jack) era o único que me faltava na lista de indicados a melhor filme e melhor atriz. E agora sei o motivo. Ele veio para fechar com chave de ouro a
maratona 2016 e abrilhantar a estante de produções da cerimônia desse ano.

Sabe aquelas típicas frases de críticos que aparecem nos cartazes dos filmes? “Uma obra belíssima”; “Tocante e inspiradora”; “De uma delicadeza desconcertante”; “ Supimpa!”. São alguns dos adjetivos que podemos dar a essa pedra reluzente chamada Room.

A trama é baseada em um livro de mesmo nome (o roteiro foi adaptado pela própria escritora) que retrata uma moça sequestrada e trancafiada em um quartinho. Entre todo o sofrimento, ela tem um imagesfilho e passa a viver também com ele nesse cativeiro. Não vou contar muito para não dar spoiler, é legal chegar sem saber muito da trama. Ela é bem didática e vai te oferecendo a história aos poucos.

Apesar de a história não ser real, ela é uma inspiração em todos os casos parecidos de que temos notícia, passando um pouco da terrível sensação e momentos traumáticos pelos quais essas pessoas passaram.

Mas esse roteiro vai muito além de expor e/ou denunciar esses casos. Ele mostra a relação entre família, a sensibilidade e
insensibilidade das pessoas de fora, da mídia, dos próprios parentes.room-ROOM_DAY40-0056_rgb_2040.0

Uma das coisas mais sensacionais, que fizeram desse filme algo que eu nunca tinha visto antes: grande parte dos casos é retratado através do pensamento de Jack (Jacob Tremblay), o filho de 5 anos da Joy (Brie Larson), personagem principal. Nascido no cativeiro, ele não sabe como é  mundo e através da imaginação, e com palavras muito características de crianças, ele vai descrevendo o que sente, o que vê. É a coisa mais encantadora que eu já vi! Uma simples folha para ele é algo grandioso! A inocência da criança é levada ao máximo (coisa rara de se ver em uma criança de 5 anos hoje em dia) mas essa inocência não faz de jack um personagem bobo, muito pelo contrário. A construção foi perfeita.

jacobtremblay-xlargeFora do cativeiro, o cuidado do diretor com os detalhes chama muito a atenção.  O telefone tocar, ou subir e descer de uma escada, coisas tão simples e que passam despercebidas no crescimento de uma criança, para Jack era assustaras ou desafiadoras, já que nunca havia visto nada daquelas coisas até então.

Brie Larson é a revelação desse ano e realmente, se não fosse por ela e o pequeno Jacob, o filme não alcançaria o patamar elevadíssimo do qual está. Dá para imaginar o turbilhão de sentimentos e reações que passa por uma pessoa tanto tempo sequestrada e Brie consegue retratar fisicamente toda essa explosão de personalidade, de forma que conseguimos acompanhar seus momentos ao longo tumblr_o1kme6cPoU1v5ngfpo1_500do filme, sem que para isso ela precise ter reações exageradas.

Jacob é apenas uma joia rara que deveria ser exposta ao mundo! Claro que sua carinha linda ajudou a emocionar a sala de cinema toda. Mas a atuação dele é coisa de outro mundo! Como eu disse, passar um personagem inocente ao extremo, sem
deixar de ser consciente, mesmo não sabendo como é “o mundo”, é coisa para profissional. E o Jacob é.

Esse é um filme bom para assistir sabendo o menos possível. Todos os detalhes contam e retratam um ponto de visto sobre os fatos. Agora, já deixo avisado que o som de nariz escorrendo e olhos inchados são questões inerentes a sua vontade.

421

 

Indicações de Room:

PNG Melhor Filme

 PNG Melhor Roteiro Adaptado: Emma Donoghue

PNG Melhor Atriz: Brie Larson

PNG Melhor Diretor: Lenny Abrahamson 

 

 

PNG Bruni.

0

Chega!!

Ai…

O que dizer sobre Joy?

plastico bolha joy

Baseado (novamente) em fatos reais, Joy é uma produção semifictícia, já que alguns aspectos do filme são reais e outros totalmente criados para o longa. E alguns desses personagens fictícios são muito forçados como a irmã malvada invejosa Joyfilmposterquequerseramaisbonitadobaile.

Joy é uma mulher solteira, com dois filhos, pais folgados, cheia de dívidas, mas muito criativa. Ela inventa um esfregão que a cabeça solta e se torce sozinho e o filme gira em torno dela enfrentando o pessimismo e a dura realidade do mundo dos
negócios.

Eu sei que aqui é O Plástico Bolha e tals, mas gente. Não dá. O filme é ruim.

Para ilustrar com um exemplo genérico: a moça tá lá toda cagada sem dinheiro, sem esperanças, sem expectativa de vida. Aí ela chega pra algum bonzão do mercado dos negócios, engrossa a voz e fala “Quero”. Aí todo mundo fica Ó SIM CLARO NOSSA QUE GÊNIA.

Migos, isso não é real. Isso é errôneo. É ruim. Tenho certeza de que não foi tão fácil assim para a personagem real…

E o que falar da atuação da Jennifer Lawrence EM MAIS UMA NOMEAÇÂO AO OSCAR? O que falar amigos O QUE FALAR??

anigif_optimized-28099-1421757620-1

E sim, esse texto já se encerra por aqui. Boa noite…

 

Indicações de Joy:

PNG Melhor Atriz: Jennifer Lawrence

 

 

PNG Bruni.

0

Aquela garota…

Um filme delicado.  Tanto no sentido da leveza e sutileza, como no sentido de ter gerado grandes contradições.Eddie-Redmayne-The-Danish-Girl-Poster-002

A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl) com direção de Tom Hooper, conta uma história baseada na personagem real Lili Elbe, uma das primeiras trangêneras a realizar a cirurgia de mudança de sexo da qual se tem notícia. O filme é baseado no livro, que é baseado em fatos reais, logo, não se trata de uma biografia realista, mas a essência está ali.

No filme, Einar Wegener (Eddie Redmayne) é um conceituado pintor casado com a também pintora Gerda Wegener (Alicia Vikander). Mesmo sabendo estar no corpo errado, Elinar mantém as aparências e tenta afugentar os pensamentos “confusos”, por sorte pode contar com o apoio e amizade de sua mulher. Quando Gerda pede para que coloque meia calça e saltos, para que possa pintar uma de suas obras (já que a modelo havia faltado), Elinar percebe, com toda a certeza, de que aquele mundo (o feminino) é o que lhe faz bem. A partir daí, começa a se apresentar como Lili em alguns eventos sociais. Mesmo que sua esposa tumblr_nu3yx4nwlP1r83d7lo7_500sinta que está perdendo seu marido, ela sabe o que o faz feliz e faz de tudo para ficar ao lado de Lili, lhe apoiando.

A principal polêmica a cerca desta produção, foi o fato de não terem escolhido uma triz trans para viver uma personagem trans, optando por Eddie. Tudo bem, faz sentido e tem total fundamento essa situação, mas não vou entrar no mérito da questão.

Eddie é um camaleão. Sem exageros e sem uma atuação caricata, Eddie capta a sensibilidade feminina como poucos. Uma mulher tímida, delicada e muito segura de si. Enquanto Elinar, era visível a briga interna da personagem para esconder Lili dentro do pintor renomado/ esposo amoroso. Mais surpreendente ainda quando lembro de seu último papel, ganhador do Oscar de melhor ator, em que interpreta Stephen Hawking em A Teoria de Tudo. De um personagem para o outro a única eddie_redmayne_danish_girl_2semelhança é o talento. Claro que ele já fez personagens terríveis, como o Balem de O Destino de Júpiter, mas ele é digno de misericórdia por ter se submetido àquele roteiro. Enfim…

Já Gerda, ao contrário de seu marido, é retratada de forma masculinizada, agressiva, mas sensível. Dizem que a verdadeira Gerda era bissexual, alguns dizem que era lésbica, por isso manteve o relacionamento com Lili. Mas no filme isso não é passado. Ela é apenas a companheira perfeita que se veste e maquia mil vezes pior do que Lili.

Não me lembro de ter visto Alicia em outro filme, mas sua atuação é impecável. Mais do que merecida a indicação ao sonho de consumo do Léo.

danish-girlO que me chamou a atenção na produção foi que, por mais que o preconceito e total falta de conhecimento sobre a transsexualidade sejam retratados, esse não é o foco. A trama centraliza na relação entre Gerda e Lili e a luta dessa pelo direito de ser quem sempre foi: Lili Elbe.

As duas cenas de nudez no filme são extremamente de bom goto, evocando as diferenças (e semelhanças) entre as curvas e anatomia do feminino e masculino.

Posso ter visto com olhos muito generosos o filme, mas senti certo respeito e até mesmo uma homenagem feita à Lili. Mas não posso, nem poderia, fazer tal afirmação. Só posso afirmar que aproveitei muito o tempo destinado à essa produção. Mais do que válida a pausa para apreciá-la.

 

Indicações de A Garota Dinamarquesa:

PNG Melhor Ator: Eddie Redmayne

PNG Melhor Design de Produção

PNG Melhor Figurino

PNG Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander

 

 

PNG Bruni. 

 

0

Spotilaiti

Mais um filme baseado em fatos reais. Mais um filme em que fiquei meio perdida. Porém, mais um filme com uma história bem interessante.11201558_ori

Spotlight, dirigido por Tom McCarthy, conta a história de um grupo de jornalistas que passam a dedicar seu tempo expondo diversos (e antigos) casos de abuso infantil cometidos por padres católicos. Na trama, além desses crimes reais, a história retrata casos de corrupção e ética por parte da igreja, advogados e da própria mídia.

MjIzOTdhNWFiNiMvc2pvWVJIYk13YXhXWmZ2TGFZaHNsRy1hbUVFPS9maXQtaW4vOTAweDkwMC9maWx0ZXJzOm5vX3Vwc2NhbGUoKTpxdWFsaXR5KDgwKS9odHRwOi8vaW1hZ2VzLm1pYy5jb20vaHhzYm1mY3owZ2ZsM29sbGRqNGQwbWR0d3VsamkybTJiMTI0aDFreHNoY3Z2NnR1MmdlbnpldA trama possui muitos personagens. Muitos mesmo! O que dificulta um pouco seu entendimento. Assim como A Grande Aposta, é um daqueles filmes em que você precisa assistir umas duas ou três vezes para entender 100% da trama.

Um pouco embaçado e difícil de desenrolar, o filme segue meio arrastado até pouco mais da metade, onde você começa a se familiar com os nomes e casos e quem é vítima, quem é padre, quem é jornalista, quem é advogado, quem é você, quem é Deus e etc..rachel-mcadams-mark-ruffalo-brian-dg-arcy-michael-keaton-and-john-slattery-in-spotlight-cred-kerry-hayes-open-road-films_wide-a9ace4a3a9d3d271a45d19c7c220201b7656c7eb-s900-c85

Dentre os atores que fazem parte do elenco temos: Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, Brian d’Arcy James, Stanley Tucci.

Keaton, todos já sabemos de seu talento incontestável, digno da indicação ao Oscar ano passado. No filme, como sempre, ele está ótimo. Como não conheço o personagem real que interpreta, não sei como lhe dar o crédito merecido. Pesquisando sobre, li em diversos lugares que o verdadeiro Walter Robinson se espantava com tamanha semelhança. Quem sou eu para contestar a própria pessoa falando de outra pessoa interpretando essa mesma pessoa rçrçrçrç…

Já Mark Ruffalo, sou suspeita para falar, porque sou apaixonada por esse Hulk. Mas sempre me surpreende seu talento ao comparar os diversos papeis que já interpretou, sempre sabendo fazê-los de forma muito distinta (e fofa, hulk casa comigo).

Por mais que seja um filme sem maiores emoções, a história é bem interessante (e revoltante). Mas vale lembrar que é preciso muita atenção para assisti-lo, ou você se perde já nos primeiro cinco personagens citados.

 

Indicações de Spotlight:

PNG Melhor filme

PNG Melhor Ator Coadjuvante: Mark Ruffalo

PNG Melhor Atriz Coadjuvante:  Rachel McAdams

PNG Melhor Diretor: Tom McCarthy

PNG Melhor Edição

PNG Melhor Roteiro Original: Josh Singer, Tom McCarthy

 

 

PNG Bruni.