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思い出のマーニー

 

Eu esqueço o quanto amo as animações do Studio Ghibli, responsável pelo incomparável Totoro. When Marnie Was There me fez lembrar como preciso assistir aos outros clássicos desse estúdio inigualável de animação.5064578

Engraçado como, quando a gente cresce, ficamos corrompidos e fica difícil de ver a relação de amor entre duas pessoas e aceitar que ela não precisa ser necessariamente física. Frozen tá aí pra mostrar que o amor entre irmãos também é capaz de superar as bruxas más, né minha gente?6cda9b3e4bf08dc8eb003c0585c5acc0

Nesta animação que concorre ao Oscar, Anna está em depressão e com bronquite. Sua tia (e tutora legal) manda a menina para a casa dos tios no interior, a fim de que ela se aproprie do ar puro do campo para curar a bronquite. Mas todo mundo sabe que eles querem é que a menina saia da foça.

Perto da casa de seus tios, Anna se encantou, sem saber o motivo, por uma mansão do outro lado de um pântano. Mesmo sabendo que ninguém vivia lá, Anna começa a ver, todas as noites, uma garota que lá vive (será?). Ela se torna sua melhor (e 20d3dca4a3eed3136c07b348b1bcea66única amiga).

O legal é que, além da história bonita do amor entre família e amigos, o assunto referente à tristeza e depressão, o filme também tem aquele toque de suspense com a mansão e a menina que ninguém sabe quem é, de onde veio o que come hoje no globo repórter.

Os desenhos do Studio Ghibli parecem brinquedos. Eu não sei o motivo (mesmo porque, é uma animação simples, sem maiores efeitos tecnológicos) mas dá uma vontade de estar naquela cidadezinha, com aquelas pessoas, comendo aquela comida com um rashizinho…tumblr_nlktbyRMdl1rt479bo2_540

Eu descreveria esse filme como aconchegante. Aconchegante é a palavra.

 

 

 

Indicações de When Marnie Was There:

PNG Melhor Animação

 

 

PNG Bruni. 

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Olha o que o amor te faz. Te deixa sem saber como agir Oh, oh…

11201971_oriInicio esse texto compartilhando uma lição aprendida: não julgais um filme pelo cartaz nem pela sinopse.

Brooklyn, dirigido por John Crowley, conta a história de uma jovem irlandesa, Eilis Lacey (Saoirse Ronan) que se muda para o Brooklyn a procura de oportunidades, deixando sua mãe e irmã. Como qualquer imigrante, Eilis sofre com a mudança brusca de sua vida e com a saudade de casa (ainda mais naquela época, onde a comunicação era escassa e demorada). Eilis, no entanto, começa a trabalhar, estudar e namorar Tony (Emory Cohen), um encanador de família italiana maravilhoso.  Após um ocorrido, a garota volta para a Irlanda e se vê em uma situação muito favorável, ao contrário da de quando partiu, deixando seu coração divido entre a terra natal e seu italiano fofo.

Ok, minha sinopse foi um pouco mais detalhada, mas a que eu li falava algo como amor a distância, coração divido e eu lá:

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porque não gosto de filme de romance, só se tiver uns tiros ou umas desgraças no meio. Porém, a vida nos prega certas peças que atingem nossa cara como um tapa estridente… O filme é muito bom. Ainda não sei explicar o motivo ao certo, mas ele é bom. Talvez pelo elenco formado única e exclusivamente por pessoas bonitas. Talvez pelo figurino e cenário dos anos 50 executados magistralmente. Talvez pela direção e fotografia, que se apropria de cores e luzes para ajudar a entrar no tumblr_nxb1r3ldqq1r091sko5_5401sentimento da personagem. Ex.: no início do filme o filtro verde e mais desbotado mostra o apego da personagem pela Irlanda, mas ao mesmo tempo o sentimento de que aquele lugar nada tem para lhe oferecer. Já a América é mais clara e vibrante.

Saoirse Ronan te faz ter vontade de quebrar a tela de tão linda. As luzes, da image (1)qual me referi, ajudam a enaltecer ainda mais seu rosto, dando brilho aos olhos enquanto passa por cada fase e situação da nova vida.

Não me lembro de outro filme que tenha visto com Saoirse, mas a moçoila de nome difícil de pronunciar se destaca pela personalidade transmitida de forma bem discreta. Tratando-se de uma personagem muito jovem e tímida, suas ações e movimentos contidos poderiam dificultar a leitura da personagem, mas a atuação de Ronan é impecável e faz com que possamos mergulhar na história e nas situações vividas pela irlandesa.

 

Indicações de Brooklyn:                                                                                 leonardo-dicaprio-podria-ser-j-edgar-hoover-a-las-ordenes-de-clint-eastwood

 PNG Melhor Filme

PNG Melhor Atriz: Saoirse Ronan

PNG Melhor Roteiro Adaptado: Nick Hornby

 

 

 

PNG Bruni. 

 

 

 

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Ursinho Carinhoso

Todo mundo que assiste/gosta de filme de terror sabe a agoniazinha que dá quando aparece ‘baseado em fatos reais” no revenant-leoinício. Pois eu garanto que nada, nenhum filme, vai ser tão perturbador por ser uma história real como O Regresso (The Revenant).

Alejandro González Iñárritu, diretor desse longa ( e também do ganhar do Oscar ano passado, Birdman) consegue se superar a cada filme. E a parceria com Léo DiCaprio nos obriga a torcer para que saiam do teatro com um carrinho de mão carregado de estatuetas.

Situando sobre a trama: O Regresso conta a história real de Hugh Glass, um caçador/ explorador /ex-pirata/ matusalém que, durante uma expedição, foi atacado por um urso e (para sentirem o drama do filme) teve ossos quebrados, a pele dilacerada e partes de seu corpo arrancadas pelo urso, expondo suas entranhas. Ok, não foi tão assim, mas quase. Só para dar o tom do drama.

Pois bem, como desgraça pouca é bobagem, os “companheiros” de Hugh olharam seu estado e tomaram a sensata decisão de que aquele resto humano não sobreviveria. O capitão do grupo, então, pede para que três homens cuidem do moribundo até ele morrer, já que seria impossível carregá-lo durante o trajeto, no frio intenso. Um desses guardiões do quase cadáver era John Fitzgerald (Tom Hardy) que aceitou a missão em prol de uma recompensa ao final. Ele deveria permanecer com Hugh até sua morte e lhe dar um enterro digno.

Porém, Fitzgerald muito amargo com a vida, convence o outro moço de que não poderiam ficar ali ou morreriam sob o ataque de índios e, já que o jantar de urso estava quase partindo, deveriam sair naquele momento. Pegaram todas as coisas de Hugh e foram embora.

a48fef07c99154e396bd1cfc2fcdc7c3Ninguém culpou Glass de se arrastar por meses em busca de uma vingança.

Apesar de o filme ter 2:36 horas de duração, ele flui muito rapidamente, sem ficar fazendo hora em algum período da história ou enrolando em cenas desnecessárias.

Favorito ao Oscar e ganhador do Globo de Ouro, a produção já vem causando furor na mídia por suas cenas extremamente realistas e pelas técnicas, sempre inovadoras, de Iñárritu conduzir a trama.

Filmado quase que inteiramente com luz natural #notfilter, a produção demorou para ficar pronta, já que, ainda mais no inverno rigoroso, as horas de luz eram pouquíssimas. Assim, os atores também tiveram que levar muito a sério e fazer ótimo proveito do pouco tempo de luz que tinham durante o dia.

Com cenários maravilhosos (filmados entre Canadá, EUA e Argentina), essa decisão do diretor deixou as cenas ainda mais reais, já que as sombras e fechos de luz eram naturais, parecendo que estávamos fazendo parte do acontecido.

Em alguns momentos, a câmera passava a ser subjetiva e aí, meus queridos, a agonia rolava solta, porque você se via no meio do nada gelado com um Leonardo DiCaprio se arrastando em sua direção cheio de feridas bem, BEM realistas, com aquele efeito sonoro de respiração agonizante que te faz esquecer de respirar também.

Outra coisa da qual Iñárritu manda muito bem, é na escolha da trilha sonora. Em Birdman, o filme todo era acompanhado degiphy uma bateria de jazz bem aloprada e forte. Já em O Regresso, são poucos os momentos que contam com uma música de fundo. Mas quando ela aparece, é daquelas de arrepiar os pelos da sobrancelha.

Já nosso amado caçador de Oscar, mais uma vez, se mostrou disposto a tudo em prol da estatueta dourada. Quase sem falas ao longo do filme, DiCaprio se mostrou com uma garra incrível ao passar quase que o filme inteiro se arrastando pela neve, árvores e riachos. As reações de dor ao fazer qualquer movimento, inclusive falar ou respirar, devem ter sido ensaiados para parecerem reais, claro, mas só um bom ator não demonstra essa consciência em cena, nos fazendo acreditar que ele realmente sentia muito dor em todas as suas expressões corporais durante o filme.

A já famosa cena do urso que ataca ferozmente o herói da história é realmente impressionante, de tirar o fôlego (mesmo, você fica sem respirar). Não só pelos efeitos especiais, mas principalmente pelas reações e movimentação do ator durante a cena. Dá para entender porque muitas pessoas acharam que era real. Se uma unhada fake de urso tem aquela aparência, não quero saber como seria uma real.

maxresdefaultJá que estamos falando tanto em realidade, essa característica do filme se deu pela loucura do diretor e persistência da equipe. As cenas foram todas gravadas ao ar livre, com o frio realmente atingindo os atores, sem qualquer auxílio tecnológico. Até uma avalanche a produção conseguiu fazer com que acontecesse de verdade, ao invés de usar computação gráfica.

Tom Hardy também fez muito bem sua parte e, apesar de não ter sofrido o ataque de um ursão, nos mostra um personagem bem realista. Muito merecida sua indicação ao Oscar.

Agora, o fígado cru era de verdade. Pensem nisso quando forem assistir e tentem deixar o estômago intacto.

 

Indicações de O Regresso:

 

PNG Melhor Filme:

PNG Melhor Diretor: Alejandro G. Iñárrit

PNG Melhor Ator: Leonardo DiCaprio

PNG Melhor Ator Coadjuvante: Tom Hardy

PNG Melhor fotografia

PNG Melhor figurino

PNG Melhor Maquiagem e Cabelo

PNG Melhor edição de Som

PNG Melhore efeitos visuais

PNG Melhor Design de Produção

PNG Melhor edição

 

 

PNG Bruni. 

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Nhé…

martian2015Talvez esse texto fosse mais otimista e bonzinho se o tivesse escrito antes de saber que Perdido em Marte (The Martian) foi indicado a melhor filme e melhor ator para Matt Damon.

Mark Watney (Matt Damon) é um astronauta em missão no solo marciano. Depois de uma tempestade terrível, Mark é atingido e dado como morto pelos colegas que retornam para a Terra.

Acontece que o astronauta azarado ESTAVA VIVO (OLHA ELEEEEE). Vivo e sozinho em um planeta inóspito, sem contato, sem muitos recursos, sem amigos… Como a crise é ambiente para a criatividade, Mark começa a se virar com o que tinha a sua disposição (inclusive plantação em solo marciano), aumentando suas previsões de tempo de vida, até 1433775718-martian-2que conseguisse reestabelecer contato e pedir por ajuda.

O filme é cheio de humor, com uma produção muito bem executada e, ao que dizem, situações que seriam realmente possíveis, segundo informações adquiridas com a ajuda da Nasa.

Mas, ao que se dá meu descrédito dessa produção dentre os indicados ao The-Martian-Movie-ThumbOscar? O fato de Interstellar (inclusive, acabei de ver que não fiz a revisão desse filme aqui no blog) não ter participado de nenhuma indicação (talvez apenas alguma nomeação X) do Oscar ano passado. Interstellar é o melhor e mais magnânimo filme sobre espaço e seus mistérios que eu já vi! Minha amiga disse que isso se dá pelo bullying para com Christopher Nolan. Inadmissível.

Então, assim, The Martian é um filme bem divertido, que flui e te entretém durante o processo. Com bases científicas sólidas e interessantes, ainda mais para quem gosta do espaço. Mas não é, nem nunca será, Interstellar e sou uma pessoa imageamargurada, por isso meu descrédito para com The Marcian no Oscar. Mesmo assim indico, porque não se pode pré julgar nada. Mas não é Interstellar…

 

 

Indicações de Perdido em Marte:

PNG Melhor Filme

PNG Melhor Ator: Matt Damon

PNG Melhores Efeitos Visuais

PNG Melhor edição De Som

PNG Melhor roteiro Adaptado: Drew Goddard

PNG Melhor Mixagem de Som

PNG Melhor Design de Produção

 

PNG Bruni. 

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E é isso ae…

CAROLina é uma menina bem difícil de esquecer…♫Carol-filme-cartaz

O filme Carol, adaptado do romance The Price of Salt, de Patricia Highsmith, foi ovacionado no festival de Cannes e chamou bastante atenção da mídia e do público no geral.

Tratando-se de um romance, não faz muito meu gênero de filme, mas é uma boa produção.

Na trama, Therese Belivet (Rooney Mara) é uma tímida balconista de uma loja de departamento que se encanta, a primeira vista, por uma elegante e pomposa cliente, Carol Aird (Cate Blanchett). As duas começam a se envolver, mas tratando-se da década de 50,
tumblr_nzhr4s7S8l1qzheh0o1_500isso passava longe de ser bem visto. Para piorar, Carol estava se divorciando e lutando pela guarda de sua filha. Seu relacionamento com Therese só tornava tudo mais difícil.

E é isso. Fim da história. O filme não conta com maiores emoções ou histórias paralelas intrigantes.

Apesar do enredo enxuto, o filme flui de forma rápida e leve. Isso é bom, já que, com uma história simples, seria fácil fazer cenas enroladas e arrastadas. Mas não se vê isso em Carol.

A atuação de Rooney Mara e Cate Blanchett (como sempre) realmente se destacam, de forma que fica muito fácil captar a giphypersonalidade das personagens, mesmo em cenas com nenhum diálogo. Só os olhares e trejeitos já são suficientes para perceber a intenção de cada uma.

A construção do ambiente dos anos 50 também chama a atenção. No cenário, no figurino e até mesmo na fotografia do filme, em tons mais pasteis.

Mas é isso ae…

 

Indicações de Carol:

PNG Melhor Atriz: Cate Blanchett

PNG Melhor Atriz Coadjuvante: Rooney Mara

 PNG Melhor Roteiro Adaptado: Phyllis Nagy

PNG Melhor Fotografia

PNG Melhor Figurino

PNG Melhor Trilha Sonora: Carter Burwell

 

 

PNG Bruni. 

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Prisão americana 5 estrelas

Bridge_of_Spies_posterComo de costume, filmes que retratam algum fato histórico nos EUA estão sempre presentes na premiação do Oscar. Desta vez, o responsável por este posto foi Ponte dos espiões (Bridge of Spies).  Com direção de Steven Spielberg e atuação principal de Tom Hanks.

A trama retrata uma situação real ocorrida durante a Guerra Fria entre EUA e a Rússia. James Donovan (Tom Hanks) é um singelo advogado de seguros que foi contratado pelo steven-spielberg-tom-hanks-st-james-placegoverno americano para defender um preso político, o espião russo Rudolf Abel (Mark Rylance). Apesar de parecer contraditório, a intenção do governo era mostrar como eram justos e davam o direito de defesa até para os piores criminosos, como um traidor. No final das contas, Donovan acaba sendo o responsável por uma tensa negociação, depois que um soldado americano, Francis Gary Powers (Austin Stowell) acaba sendo preso pelos Russos. A troca de prisioneiros torna-se a trama central.

Tratando-se de Guerra Fria já devemos imaginar que é um filme com pouca ação (nada de explosões e tiroteio em campo de batalha) o que torna o filme monótono de certa forma, recheado de extensas cenas. No entanto, não tornou-se chato ou cansativo. Apesar de diálogos longos e meio complexos, apresentam um conteúdo muito interessante e necessário para o entendimento da história. Além disso, o humor também acaba presente na maioria das cenas, seja por meio da ironia ou de situações tragicômicas.bridge-of-spies-official-trailer-o

Um fato que chama a atenção e não tem como deixar de ser comentado: a forma como o filme retrata o governo americano e o russo. O espião russo preso em território americano é mostrado, o tempo todo, recebendo um tratamento digno, sem violência, apenas na base da conversa e do diálogo. Já o pobre Powers, preso em território inimigo, é submetido a sessões de interrogatório bruscas, sendo tratado com agressividade pelos soldados. Ou seja: como os americanos eram bonzinhos, não é mesmo? A situação é tão escancarada, que não sei nem se foi um tom irônico usado pelo Spielberg…

mark-rylance-bridge-of-spiesNo geral achei um filme bem legal, com uma trama que me interessa. Tudo bem que, parceria entre Spielberg e Hanks não podia dar em coisa ruim.

 

 

 

Indicações de Ponte dos Espiões:

PNG Melhor Ator Coadjuvante:  Mark Rylance

PNG Melhor trilha sonora: Thomas Newman

PNG Melhor Design de Produção

PNG Melhor mixagem de Som

PNG Melhor roteiro Original: Matt Charman

 

 

PNG Bruni.

 

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Manda nudes de massinha.

anomalisa-posterAssisti Anomalisa com pensamentos muito errôneos, o que deturpou minha forma de ver o filme. Vou alertar alguns pontos e talvez vocês o assistam já da forma correta, evitando a cara de WTF com que eu assisti essa produção de
Charlie Kaufman e Duke Johnson, que contou com financiamento coletivo para sair do papel e chegar até a nomeação do careca de ouro.

Vou começar dizendo que esta é a animação favorita a levar o Oscar. Mesmo antes de ser indicado, eu já havia visto publicidades a respeito e todas tecendo fios raros de elogio. “A animação mais humana”, foi chamada por diversas vezes.

Pois bem, aí começaram meus erros.thumbnail_23485
Eu nunca tinha visto um stop motion que não fosse infantil, ou pelo menos infanto-juvenil. Eu deveria ter notado pelo tom da fotografia que esse filme estava longe do universo da gurizada. Mas fui traída pelo meu cérebro. Alerto: ESSE FILME NÃO É INFANTIL. Não só pela história de cunho profundamente psicológico, como pela cena de sexo entre os bonequinhos de massinha. Nunca tinha visto isso, foram originais nesse ponto. (O pintinho de massinha, gente jakahajajjajaja)
Continuando… outro ponto que me deixou bem perdida foi com relação a história. Não sabia se tratava-se de uma ficção, ou se eram metáforas para a crise existencial humana, ou se a cara dos bonequinhos eram mesmo mal coladas.
Para situar melhor: o filme conta a história de um palestrante motivacional, Michael Stone (voz de David Thewis) que vai para Cincinnati fazer uma de suas palestras juntamente com sua crise de meia idade. Nada mais lhe satisfaz, nada mais lhe da prazer. Isso é apresentado por meio de todos os personagens, masculinos, femininos e crianças, que possuem voz masculina (na verdade, a mesma voz dublada por Tom Noonan). Até que ele encontra Lisa, uma mulher super insegura que possui voz tumblr_o1trmwJRWf1v5s7kxo1_500diferente (única voz feminina, de Jennifer Jason Leigh). Não posso continuar se não dou spoilers, mas vamos dizer que o problema do cara não se resolve com “amor”.
Pois bem, quando se sabe que o filme trata única e exclusivamente de uma situação psicológica, tudo fica com mais sentido, já que as cenas “bizarras” típicas de ficção, nada mais são do que consequência do surto do cara. Agora o filme fica mais claro.
Não tem como deixar de falar da produção com bonecos, cenário, expressões, genitálias, muito realistas. O tom sóbrio da fotografia, que comentei no começo, deixa mais real a situação, ao contrário dos stop motions que estou acostumada, sempre com cores vibrantes e personagens irreais.
Voltando para a história, após ver o filme e dar uma pesquisada (já que eu estava meio perdida, sendo que vi uma coisa esperando outra) achei alguns fatos muito interessantes da trama que a deixam realmente com um cunho psicológico bem abrangente.1452792623Anomolisa
O hotel em que estava hospedado chama Fregoli Hotel, que também é o nome de um distúrbio onde a pessoa acredita que todos ao seu redor são, na verdade, a mesma pessoa disfarçada. Exatamente o que está acontecendo com nosso personagem do pintinho de massinha. E é aí que quero chegar. O que, depois de colocar as ideias em ordem, me vez ver o filme de uma outra forma.
Ao meu ver, não é um filme com metáforas. Ex: ouvir todos com a mesma voz é uma metáfora para a vida sem graça dele. Não, ele realmente vivenciava aquilo PORQUE É UMA DOENÇA REAL. Entendem?
Assim como, a cena em que sua cara cai (spoiler) É UM SONHO, por mais que eu esperasse uma revelação alien “conspiracional” no final. Mas não, ele era apenas um humano com problemas psicológicos que todos vamos ter um dia (em maior ou menor grau).
O filme é apenas uma animação, mas a animação mais humana que já vi.

 

 

PNG Bruni.