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Bodas de alguma coisa

45 anos concorreu apenas a uma categoria no Oscar 2016, mas tem boas avaliações pelos críticos da vida a fora…download

No longa (de apenas uma hora e meia) Kate Mercer (Charlotte Rampling) está prestes a comemorar 45+Years+3seu aniversário de 45 anos de casada com Geoff (Tom Courtenay) . Durante os preparativos, Geoff recebe uma carta avisando que o corpo de uma antiga paixão (que havia morrido) foi encontrado. Isso recobra todos os antigos sentimentos e abala as estruturas do casal.

Esse é um daqueles filmes onde a direção desenhou cada cena para que passasse algum ponto do enredo, ou melhor dizendo, aqueles filmes cult  que, em algum momento, algum cara de óculos, barba, com as pernas cruzadas vai aparecer explicando a profundidade psicológica daquele vaso estar virado para direita e não esquerda. Isso não caracteriza um filme como bom ou ruim. Mas 45 anos é um filme bom, até…45years

O filme se passa no período de uma semana. De segunda-feira até o sábado da festa. Em um senário bucólico e isolado (como a vida da Kate, aparentemente). Em várias cenas, a personagem principal aparece
dialogando com o marido, mas a cena restringe o enquadramento apenas para Kate, de forma que ela parece estar falando sozinha. Com certeza algo que o cara de óculos, barba e perna cruzada ressaltaria, mostrando a distância física do casal como uma alusão á distância emocional pelo qual está passando o casamento dos dois.

Eu não entendi muito bem o que o final quis passar. Só sei que durante o filme você se vê horas torcendo para Kate, dando-lhe total razão, hora torcendo para Geoff, apoiando suas decisões e atitudes.45+Years+2

Apesar do roteiro singelo e sem maiores alardes, ele tem um tom um pouco de suspense, sendo que a história entre Geoff e seu antigo amor são revelados aos poucos. Nada que o transforme no melhor filme dos últimos tempos. Mas é um bom filme sobre ressentimento.

 

 

Indicações de 45 Years:

PNG Melhor Atriz: Charlotte Rampling

 

 

PNG Bruni. 

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Adriaaaaann!!

creed-finalposter Rocky Balboa é um ícone e uma figura já conhecida por qualquer um que tenha o menor contato com qualquer meio de comunicação que seja. Assim, por mais que eu nunca tenha visto Rocky1, nem o 2, nem o 3, nem o 4, nem o 5 E NEM O 6 (tipo velozes e furioso issoae), dá tranquilamente e favoravelmente para entrar no clima do filme Creed.

No longa, Adonis Johnson (Michael B. Jordan) é filho do famoso lutador  Apollo Creed, que faleceu antes que seu filho nascesse. Aparentemente, o talento e paixão pela luta são genéticos e Adonis cresceu sabendo o que gostaria de fazer da sua vida: ser um lutador. giphyQuando decide tornar a luta seu único objetivo de vida, procura o mito (e amigo de seu pai) Rocky Balboa, pedindo para que fosse seu treinador.

O enredo gira mais em torno de uma relação pai e filho entre os personagens principais (mesmo eles não sendo parentes), entre Adonis e o pai falecido, tumblr_o1ruxl0ONQ1v6bv7oo1_500com a dificuldade em carregar o sobrenome de um cara já famoso no ramo e também um pouco sobre o peso da idade, onde o famoso e glorioso Rocky aparece já sem aquela antiga agilidade da juventude.

Novamente, se eu tivesse visto os 350 filmes do Rocky, poderia falar com mais propriedade, mas o meu breve conhecimento do personagem me permite afirmar que Sylvester Stallone está ótimo no papel. Tanto reconstituindo essa figura que lhe consagrou, como o fazendo, como eu disse, sentindo o peso da idade.giphy (1)O painel de indicados a melhor ator coadjuvante está brilhando muito esse ao. Confesso que fiquei no preconceito quando Stallone ganhou o Globo de Ouro – visto seus coleguinhas concorrendo na mesma categoria-, mas foi ele quem me fez gostar desse filme com um enredo que, normalmente, não me chamaria a atenção.

Então… obrigada Rocky.

 

Indicações de Creed:

PNG Melhor Ator Coadjuvante: Sylvester Stallone

 

 

PNG Bruni. 

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And she goes back to black.

AMEI o documentário Amy, do diretor Asif Kapadia, que conta um pouco sobre a vida de Amy Winehouse desde sua adolescência até o dia em que foi levada pelo álcool (pareci minha vó falando agora).Quad_AW_Amy_V-9_OnlineOnly

Eu adoro documentários (esses dinâmicos, não aqueles ao estilo History Channel, mas enfim). Mas apesar de serem, de certa forma, educativos, devemos ter discernimento ao assistir um documentário, já que, por mais que o diretor tenha o intuito de ser imparcial, sempre, SEMPRE vai ser, mesmo que minimamente, tendencioso.

Essa produção, no entanto, se apropria quase que inteiramente de registros pessoais da família. Com muitos filmes caseiros, conversas gravadas e depoimento de amigos e familiares, é quase como se nos sentíssemos presentes ao longo da vida da Amy.

Sua rotina, personalidade e vontades, para mim, foram retratadas de forma muito delicada, mostrando quais eram os untitled-article-1427976208verdadeiros interesses da cantora desde sempre e os prováveis motivos que a levaram ao estilo rebelde. Todos os atos de “loucura” da cantora vinham acompanhados dos fatos que levaram àquele momento.

Como sempre, esse documentário veio cercado de polêmicas, desta vez rs_560x415-150707074646-1024.Mitch-Amy-Winehouse.jl.070715causados pelo próprio pai da cantora. No filme, ele é “retratado” como um dos responsáveis pela decadência psicológica da sua filha, dando prioridades para o show e agenda ao invés da saúde da cantora. Mesmo assim, o amor da Amy pelo pai era muito grande, de forma que ela sempre seguia o que lhe era “aconselhado” pelo pai.

amy-winehouseComo eu disse, documentários são tendenciosos e eu jamais poderia afirmar algo assim, mas tratando-se de uma produção com arquivos pessoais, por mais que a edição tenha o poder de manipular, algumas palavras e atitudes do pai que foram mostradas através de gravações deixa com que seja BEM difícil ficar do lado dele nessa história.

Mas num todo, é muito bonito ver a fragilidade da Amy e perceber que, o que ela realmente amava e se importava, era com a música. Nada além de um bom jazz.tumblr_nonnt1i9dO1r83d7lo4_540

 

Indicações de Amy:

PNG Melhor Documentário em Longa-Metragem

 

 

PNG Bruni.

 

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O – Di – CAPRIOÉ – BAILEDEFAVELA!

Alô Alô!!!giphy (3)

Leo deve estar tomando um banho de banheira junto com sua estatueta enquanto saboreia um Champagne ao som de Wesley Safadão (certeza).

MAS EU ESTOU AQUI para dar minha inválida opinião sobre essa premiação tão amada e adorada pela nação (menos pelo fato de ser de domingo).

Munida de muita expectativa, me reuni com a equipe para assistir ao vivo a entrega do Oscar, presenteando os melhores dos melhores da indústria cinematográfica.

Vamos às considerações:

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 A mandinga tava liberada

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Achei que mostraram poucas pessoas, não sei se foi impressão. Não vi nenhum vestido que me chamasse a atenção (vamos falar de vestido, porque só de pensar nos rostos daquela gente famosa que vai no dermatologista toda semana já me bate a
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bad). Os mais simples eram os mais bonitos e não vi nenhuma surpresa nem positiva nem negativa. Chateada, porque queria aqueles vestidos bem zoados. Talvez ano que vem…

Senti falta de ouvir entrevista com alguns dos favoritos, mas Brie Larson,
Bryan cranston e Jacob Tremblay valeram a conta da TV paga.

APRESENTAÇÃO.

O Oscar tem um problema. Como é um evento mundialmente famoso e de gigante repercussão, além de ser anual, quando algo de muito bom ou muito ruim acontece, isso fica marcado e não tem como ser esquecido ou substituído. Sendo assim, Ellen Degeneres FERROU geral com sua apresentação icônica no Oscar de 2014, não deixando margem para que futuros apresentadores pudessem fazer igual ou melhor.

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Cm todo esse egoísmo, as apresentações que se seguiram eram de cunho vergonhoso (Neill te amo, mas não deu) ou simplesmente assistíveis.

Com a questão pesada da polêmica desse ano (nenhum negro foi indicado pelo segundo ano consecutivo), Chris Rock ( o carinha que mora logo ali) tinha a pesada missão de guiar a premiação abordando esse tema, já que seria impossível não trazê-lo à tona.

giphy (7)Com piadas irônicas e até meio pesadas, Chris deixou a plateia meio sem saber se era permitido rir do que ele falava, aplaudir, concordar. Rolava aquela troca de olhares constrangedora. Mas no fundo eu achei que foi um bom texto. Apesar de não ser grosseiro, mesmo porque, ele não podia esculachar as pessoas que o contrataram, ele deixou clara sua mensagem.

Sabe quando você tá no WhatsApp, joga umas verdades e em seguida escreve “brinks” pra não ficar climão? Foi exatamente o que senti.

E, assim, assistir sem legenda é ruim, com tradução simultânea pior ainda. Por isso a gente se arrisca vendo na raça mesmo e com isso muita coisa é perdida. Agora, pelo visto, até pra quem estava lá e tem o inglês como língua nativa não estava entendendo o que estava acontecendo. Como quando a Stacey Dash  entrou e ?????????

Ou quando três crianças entraram de terno e maleta. O menor se perdeu, cutucou o do lado, a câmera virou 180º pro fundo do palco, as crianças foram embora, a plateia estava em silêncio e até agora é um mistério o que aconteceu naqueles  dois giphy (8)minutos e meio de Oscar.

Mas, como eu disse, depois de uma apresentação de Ellen Dory, fica difícil de alcançar o patamar. Em todo caso, tiveram alguns highlights como as cenas cortadas de alguns filmes (fazendo piada com a ausência dos atores negros) e quando voltou do comercial e ele disse: “We’re Black” ao invés de “we’re back”, sacou? Muito bom!  Nessa hora eu quase cuspi a coca que eu tava tomando enquanto comia patê de atum.

 

MÚSICAS.

The Weeknd  tinha uma música muito legal, coreografia bacanuda, canta bem. Só que eu não queria nem que o nome de 50 Tons de Cinza tivesse sido citado de tão ruim. Como sou rancorosa, pra mim deixou a apresentação fora dos padrões Oscar de qualidade (mas a música é boa, não da pra negar).

Pelo visto o povo amou muito a apresentação da Lady Gaga. Assim: a música é legal, o tema sensacional, as pessoas entrando com as frases escritas muito impactante, Gaga cantou muito bem, como já era de se esperar. Mas não me arrepiou. Eu só conseguia pensar em como Glory me fez (e ainda faz) chorar toda vez que assisto aquela apresentação do ano giphy (5)passado.

O Sam Smith levou o Ocar, o que foi uma surpresa para a maioria. Na apresentação deu uma desafinadinha, mas se até Idina Menzel (Adel Manzine) e Adelle já estiveram nessa posição, significa que tá liberado, não é mesmo? Mas era só olhar para sua carinha angelical, seus olhos claros e sua calça apertada que tava tudo certo. O cenário estava muito legal (como sempre acontece com as músicas do 007) e seu discurso foi muito fofinho levando o Oscar como o primeiro ganhador gay assumido (descobrimos mais tarde que ele é, na verdade, o segundo, mas tá valendo). LINDO!

David Grohl foi o responsável pela canção aos profissionais que morreram. Essa parte é sempre emocionante, aí fizeram um arranjo DIVINO da música Blackbird, colocaram ele de roupa social num banquinho com um violão cantando essa música e aí, pra mim, foi a apresentação musical da noite.

 

GANHADORES.

Vamos falar de alguns, os principais, que levaram o brilhante homenzinho para casa.shade-oscars

Mad Max levou vários prêmios e, apesar de eu não querer dar o braço a torcer, é um filme muito bom e foi, realmente, o destaque em todas as categorias da qual levou o Oscar. Era um dos filmes mais diferentes, visualmente.

Eu estava torcendo pro Alejandro González Iñárritu ( também conhecido como

alejandro-gonz-lez-i-rrituAlejandro Inhuãaudhsya) levar o Oscar. Depois descobri que nem era pelo seu desempenho em o Regresso, mas pra mim, Birdman foi tão bom que esse Oscar é meio que um reforço do ano passado, tipo: “Cara, Birdman foi realmente muito bom, reassisti no Telecine esses dias. Toma aqui outro Oscar”.

Atriz coadjuvante Alicia Vikander, super merecido. Apesar da boa concorrência, ela arrasou na Garota Dinamarquesa e foi muito fofa recebendo o prêmio (apesar do vestido bem feioso).

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Melhor atriz foi de longeeeeee a melhor escolha. Brie Larson arrasou muito e passou a ser uma das minhas estrelas favoritas por ser tão simples, fofa, uma das mais bem vestidas, amiga do Jacob e atriz de categoria! Fiquei com medinho de darem pra J Law, já tinha até separado as tochas e tudo o mais. Mas Deus estava no comando, tudo deu certo.

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Melhor documentário foi para o único que eu assisti: Amy. Amei muito essa produção e foi muito merecido o Oscar. O texto sobre ele lançarei logo mais, porque não houve tempo hábil para todos os textos antes da premiação.

 

Melhor animação, sinto muito Brasil, mas de Divertida Mente, não tinha como. Pra mim podia ter levado até mais óscares porque  A RILEY TEM QUE IR PRA LUA COM O BING BONG!!

 

dicaprio-stallone-01-800Melhor Ator coadjuvante está causando polêmicas e eu fiquei bem 601074069MB00009_88th_Annua
chocada/tristonha com a decisão. Geral tinha certeza que o Rocky  ia subir lá, levantar o Oscar e gritar ADRIAAAANN. Mas não. Quem levou foi Mark Rylance que, fez sim um bom trabalho em Ponte dos Espiões, mas na minha opinião, se não fosse para o Stallone levar, Tom Hardy estava atrás seguido do Batman (Christian Bale).

 

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Melhor ator eu não vou me prolongar porque aquela carinha de olhos claros, aquele discurso politicamente correto, aquela
torcida vibrante, aquela Rose olhando apaixonada pra seu Jack. Que dia perfeito!

 

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Aí veio melhor filme para Spotlight e ouvir da boca do Morgan Freeman:

“e o Oscar de Melhor Filme vai para Spotlight”, foi como ouvir “são duas horas da manhã e você acorda as seis”. Doeu.

 

Fiquei triste que não vi pela Globo com a Glorinha =(.

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PNG Bruni. 

 

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Fazendo a rapa nas estatuetas

 

Meus queridos, o melhor nos foi reservado para o final. Após uma série bem fraca de filmes, se comparado ao premio do ano downloadpassado, entre filmes que se destacavam na mídia seja lá qual fosse o motivo, Room (ou O Quarto do Jack) era o único que me faltava na lista de indicados a melhor filme e melhor atriz. E agora sei o motivo. Ele veio para fechar com chave de ouro a
maratona 2016 e abrilhantar a estante de produções da cerimônia desse ano.

Sabe aquelas típicas frases de críticos que aparecem nos cartazes dos filmes? “Uma obra belíssima”; “Tocante e inspiradora”; “De uma delicadeza desconcertante”; “ Supimpa!”. São alguns dos adjetivos que podemos dar a essa pedra reluzente chamada Room.

A trama é baseada em um livro de mesmo nome (o roteiro foi adaptado pela própria escritora) que retrata uma moça sequestrada e trancafiada em um quartinho. Entre todo o sofrimento, ela tem um imagesfilho e passa a viver também com ele nesse cativeiro. Não vou contar muito para não dar spoiler, é legal chegar sem saber muito da trama. Ela é bem didática e vai te oferecendo a história aos poucos.

Apesar de a história não ser real, ela é uma inspiração em todos os casos parecidos de que temos notícia, passando um pouco da terrível sensação e momentos traumáticos pelos quais essas pessoas passaram.

Mas esse roteiro vai muito além de expor e/ou denunciar esses casos. Ele mostra a relação entre família, a sensibilidade e
insensibilidade das pessoas de fora, da mídia, dos próprios parentes.room-ROOM_DAY40-0056_rgb_2040.0

Uma das coisas mais sensacionais, que fizeram desse filme algo que eu nunca tinha visto antes: grande parte dos casos é retratado através do pensamento de Jack (Jacob Tremblay), o filho de 5 anos da Joy (Brie Larson), personagem principal. Nascido no cativeiro, ele não sabe como é  mundo e através da imaginação, e com palavras muito características de crianças, ele vai descrevendo o que sente, o que vê. É a coisa mais encantadora que eu já vi! Uma simples folha para ele é algo grandioso! A inocência da criança é levada ao máximo (coisa rara de se ver em uma criança de 5 anos hoje em dia) mas essa inocência não faz de jack um personagem bobo, muito pelo contrário. A construção foi perfeita.

jacobtremblay-xlargeFora do cativeiro, o cuidado do diretor com os detalhes chama muito a atenção.  O telefone tocar, ou subir e descer de uma escada, coisas tão simples e que passam despercebidas no crescimento de uma criança, para Jack era assustaras ou desafiadoras, já que nunca havia visto nada daquelas coisas até então.

Brie Larson é a revelação desse ano e realmente, se não fosse por ela e o pequeno Jacob, o filme não alcançaria o patamar elevadíssimo do qual está. Dá para imaginar o turbilhão de sentimentos e reações que passa por uma pessoa tanto tempo sequestrada e Brie consegue retratar fisicamente toda essa explosão de personalidade, de forma que conseguimos acompanhar seus momentos ao longo tumblr_o1kme6cPoU1v5ngfpo1_500do filme, sem que para isso ela precise ter reações exageradas.

Jacob é apenas uma joia rara que deveria ser exposta ao mundo! Claro que sua carinha linda ajudou a emocionar a sala de cinema toda. Mas a atuação dele é coisa de outro mundo! Como eu disse, passar um personagem inocente ao extremo, sem
deixar de ser consciente, mesmo não sabendo como é “o mundo”, é coisa para profissional. E o Jacob é.

Esse é um filme bom para assistir sabendo o menos possível. Todos os detalhes contam e retratam um ponto de visto sobre os fatos. Agora, já deixo avisado que o som de nariz escorrendo e olhos inchados são questões inerentes a sua vontade.

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Indicações de Room:

PNG Melhor Filme

 PNG Melhor Roteiro Adaptado: Emma Donoghue

PNG Melhor Atriz: Brie Larson

PNG Melhor Diretor: Lenny Abrahamson 

 

 

PNG Bruni.

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Chega!!

Ai…

O que dizer sobre Joy?

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Baseado (novamente) em fatos reais, Joy é uma produção semifictícia, já que alguns aspectos do filme são reais e outros totalmente criados para o longa. E alguns desses personagens fictícios são muito forçados como a irmã malvada invejosa Joyfilmposterquequerseramaisbonitadobaile.

Joy é uma mulher solteira, com dois filhos, pais folgados, cheia de dívidas, mas muito criativa. Ela inventa um esfregão que a cabeça solta e se torce sozinho e o filme gira em torno dela enfrentando o pessimismo e a dura realidade do mundo dos
negócios.

Eu sei que aqui é O Plástico Bolha e tals, mas gente. Não dá. O filme é ruim.

Para ilustrar com um exemplo genérico: a moça tá lá toda cagada sem dinheiro, sem esperanças, sem expectativa de vida. Aí ela chega pra algum bonzão do mercado dos negócios, engrossa a voz e fala “Quero”. Aí todo mundo fica Ó SIM CLARO NOSSA QUE GÊNIA.

Migos, isso não é real. Isso é errôneo. É ruim. Tenho certeza de que não foi tão fácil assim para a personagem real…

E o que falar da atuação da Jennifer Lawrence EM MAIS UMA NOMEAÇÂO AO OSCAR? O que falar amigos O QUE FALAR??

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E sim, esse texto já se encerra por aqui. Boa noite…

 

Indicações de Joy:

PNG Melhor Atriz: Jennifer Lawrence

 

 

PNG Bruni.

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Aquela garota…

Um filme delicado.  Tanto no sentido da leveza e sutileza, como no sentido de ter gerado grandes contradições.Eddie-Redmayne-The-Danish-Girl-Poster-002

A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl) com direção de Tom Hooper, conta uma história baseada na personagem real Lili Elbe, uma das primeiras trangêneras a realizar a cirurgia de mudança de sexo da qual se tem notícia. O filme é baseado no livro, que é baseado em fatos reais, logo, não se trata de uma biografia realista, mas a essência está ali.

No filme, Einar Wegener (Eddie Redmayne) é um conceituado pintor casado com a também pintora Gerda Wegener (Alicia Vikander). Mesmo sabendo estar no corpo errado, Elinar mantém as aparências e tenta afugentar os pensamentos “confusos”, por sorte pode contar com o apoio e amizade de sua mulher. Quando Gerda pede para que coloque meia calça e saltos, para que possa pintar uma de suas obras (já que a modelo havia faltado), Elinar percebe, com toda a certeza, de que aquele mundo (o feminino) é o que lhe faz bem. A partir daí, começa a se apresentar como Lili em alguns eventos sociais. Mesmo que sua esposa tumblr_nu3yx4nwlP1r83d7lo7_500sinta que está perdendo seu marido, ela sabe o que o faz feliz e faz de tudo para ficar ao lado de Lili, lhe apoiando.

A principal polêmica a cerca desta produção, foi o fato de não terem escolhido uma triz trans para viver uma personagem trans, optando por Eddie. Tudo bem, faz sentido e tem total fundamento essa situação, mas não vou entrar no mérito da questão.

Eddie é um camaleão. Sem exageros e sem uma atuação caricata, Eddie capta a sensibilidade feminina como poucos. Uma mulher tímida, delicada e muito segura de si. Enquanto Elinar, era visível a briga interna da personagem para esconder Lili dentro do pintor renomado/ esposo amoroso. Mais surpreendente ainda quando lembro de seu último papel, ganhador do Oscar de melhor ator, em que interpreta Stephen Hawking em A Teoria de Tudo. De um personagem para o outro a única eddie_redmayne_danish_girl_2semelhança é o talento. Claro que ele já fez personagens terríveis, como o Balem de O Destino de Júpiter, mas ele é digno de misericórdia por ter se submetido àquele roteiro. Enfim…

Já Gerda, ao contrário de seu marido, é retratada de forma masculinizada, agressiva, mas sensível. Dizem que a verdadeira Gerda era bissexual, alguns dizem que era lésbica, por isso manteve o relacionamento com Lili. Mas no filme isso não é passado. Ela é apenas a companheira perfeita que se veste e maquia mil vezes pior do que Lili.

Não me lembro de ter visto Alicia em outro filme, mas sua atuação é impecável. Mais do que merecida a indicação ao sonho de consumo do Léo.

danish-girlO que me chamou a atenção na produção foi que, por mais que o preconceito e total falta de conhecimento sobre a transsexualidade sejam retratados, esse não é o foco. A trama centraliza na relação entre Gerda e Lili e a luta dessa pelo direito de ser quem sempre foi: Lili Elbe.

As duas cenas de nudez no filme são extremamente de bom goto, evocando as diferenças (e semelhanças) entre as curvas e anatomia do feminino e masculino.

Posso ter visto com olhos muito generosos o filme, mas senti certo respeito e até mesmo uma homenagem feita à Lili. Mas não posso, nem poderia, fazer tal afirmação. Só posso afirmar que aproveitei muito o tempo destinado à essa produção. Mais do que válida a pausa para apreciá-la.

 

Indicações de A Garota Dinamarquesa:

PNG Melhor Ator: Eddie Redmayne

PNG Melhor Design de Produção

PNG Melhor Figurino

PNG Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander

 

 

PNG Bruni.